terça-feira, 7 de maio de 2013

Fogo não mata, mas acaba ?!?

"Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo."

Estou farta.... Em falta, na falta e com a falta.
Do que não se pode explicar aos normais
-ou até aos Intelectuais,
estou farta - de querer sempre mais,
e em falta...na falta...parar.
Tive que ref RetIR.... na Falta.
Mesmo que, dona do meu pensamento
Ainda sinto falta de uma desacomodação
Ser dona do meu amanhã.
 
Apesar das diferenças,
Sei que somos apenas multidão
Nossa história é amanhã?
 
Tocar seu sorriso,
Dançar sonhos com o coração
Te trago minhas esperanças.
 
Sempre irei pensar,
ainda lembro muito bem,
não sei viver sem me importar...
 
Acaba? Não mata...
Essa falta me leva a deslumbrar
Sei que vem...de outro alguém,
Fogo não morre
Só se faz acalmar...
 
 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Doce Amargo

Que doce, que nada..
Quem não tem inquietações,
não possui a maior delas,
a vontade.

E, com inferioridade
é que se apelam a instantâneos resultados
e fingem que vivem
... ou apenas embalam.

Mas, ao final
Colorimos ou descolorimos, todos?
Não sei, não aprendi.
Apenas ouço vozes e me engraço.

Eu, num tom
em meio a vários tons...
À procura do doce,
Ainda amargo...

Parece inofensivo, mas...

É deserto...
Quando olhei pra nós,
Talvez sempre foi...

Senti, no silêncio, no tom,
a distância.
Nosso lugar tão perto,
mas separados, a sós...

Não existem tempos que substituam
Não aconteceu...
...nem no passado distante,
Pereceu,
no passado, atual presente.
É, já sou seu passado mais uma vez!

Não foi o que eu queria,
mais uma vez, perdi...
Atravesso estranha e solitária
Olho para o céu, invento um álibi
Sempre longe de te encontrar
Você e eu nos deixamos ir...

Mais uma vez, eu sei, vai resistir...
Meus pensamentos são seculares,
Meu coração é devagar,
Tentei dizer, mas você disse...
Só sei divagar...

Não sei ousar, minha voz mente
Eu tento regar a mim.
Hoje sou chuva em tempos de seca.
A chuva chover, não sei ver,
Preciso de alguém
Sei que bem lá no fundo
Eu não sei esquecer.

Perdi um brilho, tento ofuscar
Dizer que sim,
E perder o medo, deslizar...
Enganar, se acabasse... não teria dito
Tento regar... vou soltar a voz!
Te encontrar em algum lugar,
mesmo que a sonhar...

Não esqueça que
ainda está em minha memória.
Não consegui ser pra você
Ao teu lado, nada do que eu gostaria...

Nesses versos simples,
Eu só queria te dizer
Não acreditei
E, vou iluminar outros ideais,
Já que te reconquistar,
não há, igual a lembranças, não há.

Sutil sentir..

"Aos desconhecidos,
Apresento-me de costas
E com olhar fajuto,
Longe de ser considerado.
Apenas falácias poderão ver,
... pois a mim,
nem eu sei transparecer.
Brega eu?
Ao menos sei transcender.
E você, sabe entender?
Jamais, não em um sutil olhar.
Se acaso respirar, sinta em ser..."

A omissão dos ratos

          
 
  1. "A notícia de hoje
    Foi um atrevimento, d
    escontentamento,
    Não é novidade
    É apenas coisas que acontecem.
    A própria lua está sempre
    Mudando sua face.
    E, como mudam...

    ... As pessoas do cotidiano
    Como a madrugada
    Andam com pressa
    E aquela amiga era mesmo?

    São coisas da vida,
    Como a lua, se transforma.
    Perder alguém é crueldade,
    E algumas coisas permanecem quebradas
    Omitir, pra mim, é oposto à lealdade.
    É como dormir mas continuar acordada.

    Mas, como a lua,
    Também vou girar por aí.
    Vai ver o sol brilha
    E deixa de ofuscar
    Esses meus pensamentos humanos.

    Afinal, nos corroem certas atitudes
    Assim como ratos pela noite
    Que apenas Passeiam
    E, são meros jogadores."

    (Porque as pessoas nos decepcionam...ha ha...eu não devo ser pessoa...)

domingo, 28 de abril de 2013

Modos

Para realinhar meu gosto
e preferências...
Derrubando todos aqueles modelos
que olho e penso: é exemplar...
Apenas um outro ajuste,
Não digo que vai me surpreender
... Talvez...
Se eu não esteja no 'planeta',
e sejam de outros,
algumas e outras besteiras na moda.
Em uma conversão
que não precise explicar.
Pois, não tem explicação
Pode, inclusive, nem combinar!
Mau ou bom, é seu o gosto.
Bem ou mal, gostamos...

Tortura interminável

Quando um pingo que atrapalha se torna imenso
e faz parte da sua vida, passa a ser enchente.
Quando é uma tempestade e não mais aquele pinga pinga...
As dificuldades do próprio pensamento
torna tudo imensidão.
Longe de ser visto o clarão.

É vazio o coração.
Longe de ser visto...
É solto, descontrole, devaneio,
... solidão...
Meu Eu sem Sonho, meu querer sem razão...
Não, não desejo mais nada.
Só queria silêncio.
Meu fim? Talvez...

O dia de hoje


Ao dia de hoje
Acusar que sou Duas Caras
Uma verdade e erro
Somos uma, duas, três,
Ou quantas precisarmos.
E a justificativa é a de que somos humanos.

Ah...como eu queria não ter que assumir vários papéis,
Possuir vários sentimentos,
... Aprender a lidar, reconsiderar, errar, reaprender
E virar a página.
Desvendar-me em um piscar.

A aproximação é difícil, estamos blindados...
Indiferentes aos nossos próprios sentimentos,
Persistentes ou apenas esperançosos?
Desacreditar é suicídio.

É preciso, ora, desconsiderarmos,
Largar alguns olhares, dispensar alguns amores,
Sorrir a outros olhares...
Amar em inimagináveis temporais,
Chover carinho para desconhecidos,
Despencar saudade sem nos molharmos.

Não tenho mais palavras, tenho pensamentos
Estou perdida, vejo flores mortas.
Eu não sei mais sentir!
Não vejo porque não quero
Mas, tenho sangue ainda brilhando...

E quem leu, perdeu tempo
Pois, jamais entenderá.
Alguns dos que provaram serão risonhos ainda.
É a ironia alheia, afinal, sempre haverá o outro."


Contrário amor

No auge de uma decepção
Não se encontra mais nada,
Nem paz.
Na procura revolta cuja amargura se exalta.
No fingir sentir daquele pensar
Apaga-se.
Tão contrário assim é?

Saudade vem

Flores, folhas, cores e rumores...
Leves, serenos
Pesados, ousados
Em moldes, ao vento, inconstante...
Imensidão e vazio
Existe, coexiste
Sozinho.
Mas quem ama
Não esquece quem ama...
Não desanima,
... Porque existe...
As Saudades preenchem
Sem pressa ver...